Arrependimento

"O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é vida eterna". Rom. 6.23


Romanos 3: 23-26:
"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a Sua justiça pela remissão dos pecados antes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da Sua justiça neste tempo presente, para que Ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus."


Morte (latim mors, mortis). s.f.; Ato de morrer; Fim da vida; Destruição; Causa de ruína; Termo; Fim.

Há uma expressão bastante conhecida e utilizada pelo menos uma vez na vida por quase todas as pessoas: "a única certeza que temos na vida é a morte". Nós pensamos que temos solução para todas as coisas, e também dizemos: Só não há jeito para a morte". E, é mesmo verdade a primeira afirmativa, porém a segunda não o é. Deus disse a Adão, no Édem, "do fruto da árvore da ciência do bem o e do mal não comereis, porque certamente morrerás". Os relatos bíblicos indicam que Adão viveu quase mil anos, então haveria Deus dado informação errada a Ele? Quando Deus alertou Adão sobre uma eventual morte ele falava antes de tudo da morte espiritual, mas também falava da morte física, não era a morte imediata no momento em que toma do fruto, mas uma vida finita. É certo que Deus fizera o homem para uma vida eterna, uma vida para sempre. Ele não impôs esta vida, mas deu liberdade de escolha para o homem. Duas eram as árvores colocadas no meio do jardim, a da vida e a da ciência do bem e do mal. O homem fizera a escolha errada, falhou o alvo, termo mais aproximado para explicar a palavra pecado. Ao escolher errado promulgou sua sentença: a morte.
No texto que lemos a primeira palavra que nos salta aos olhos é "todos". O texto não diz "porque os alguns pecaram", diz todos pecaram, isto inclui a mim e a você, inclui o mais velho e a criança mais tenra, inclui os homens e as mulheres, inclui-nos a todos sem distinção. Mas, como o Apóstolo Paulo pôde afirmar com tanta veemência isto que diz? De onde tirou ele esta certeza?. Primeiramente, como Apóstolo, recebeu diretamente da parte de Jesus Cristo, depois por confrontar-se com a realidade, conforme a expressão que já citamos, de que todos temos a morte como certa, não há como escapar a ela, a morte física. Mas há uma morte ainda mais terrível prevista para o ser humano, a morte eterna, a morte espiritual. A boa notícia é que para esta há jeito, há solução, é possível livrarmo-nos dela. E a notícia ainda melhor é que ela é possível para todos, mais uma vez a palavra "todos", como no outro caso não é para alguns, mas para todos. Entretanto, existe um "mas", um "porém". Apesar de ser gratuito, ser dádiva de Deus, mais uma vez é colocado diante do ser humano a liberdade de escolha. De um lado a árvore do morte (pecado), e do outro a árvore da vida (Jesus). Existe a possibilidade de sermos justificados diante de Deus, através da Sua graça, pela fé no sangue derramado por Jesus. As misericórdias do Senhor não permitiram que fôssemos por Ele destruídos de uma vez, mas sim, fôssemos só "destituídos da Sua glória". É a Sua graça que nos permite sermos restituídos da glória. Aqui fica bem distinto o que é misericórdia e o que é graça: misericórdia é não recebermos o que merecemos (a separação eterna); e graça é recebermos o que não merecemos (a vida eterna).
O Criador quer reestabelecer a glória com sua criatura máxima. Ele chama-nos ao arrependimento dos pecados, o reconhecimento de que, ainda que sejamos as pessoas mais corretas do mundo, somos pecadores por herança, e por isso estamos condenados à morte. Este arrependimento está vinculado a aceitação de Jesus Cristo como aquele que derramou o sangue para remissão, não basta reconhecer-se pecador, mas aceitar a remissão do pecado em Jesus Cristo, pela Palavra de Deus, que nos diz "Ainda que os vossos pecados sejam vermelhos como a escarlata, tornar-se-ão brancos como a lã".

O Espírito Santo

"Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?". I Coríntios 6:19


Efésios 5:17-21
Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito; Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração; Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo; Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus.

O nosso corpo é o Templo do Espírito Santo. Consequentemente o Espírito Santo precisa de nós para agir. Se não disponibilizarmos o nosso corpo para a ação do Espírito Santo impedimos o próprio Deus de agir. Na instauração da Igreja a ação de Deus fora manifesta através dos discípulos, que, conforme relato no livro dos Atos, eram cheios do Espírito. Encher do Espírito é a forma de permitir a ação de Deus, quer em nós quer nas outras pessoas. Como enchermo-nos do Espírito?

O apóstolo Paulo dá-nos a resposta claramente em Efésios 5: 17-21. Neste texto observamos uma fórmula clara e específica para enchermo-nos do Espírito Santo. Simão o encantador procurava adquirir o Espírito Santo das mãos dos apóstolos visto que percebeu o poder que emanava nestes (At.8:18). A forma como os apóstolos se encheram do Espírito está descrita em Atos 1:13-14; 2:42-47. O "enchimento" se fazia quando estavam reunidos, em comunhão uns com os outros, perseverando unânimes na oração e no partir do pão, no louvor e adoração ao Senhor, na prestação de culto a Deus. A fórmula descrita em Efésios 5 está bastante clara, não há mistério nem sombra de dúvidas, não é preciso interpretações teológicas complexas. Há uma sequência de pontos explícitos que devemos observar para chegar ao estado de "cheios do Espírito". O primeiro ponto é " falando entre vós", mas, falando o que? da vida alheia? do resultado do jogo? dos atos governamentais? Estes são os "falares" que mais recorremos no nosso dia-a-dia, e muitas das vezes entre irmãos e na Casa de Oração, no seio da igreja, o lugar de reunião no qual deveríamos estar para cultuar a Deus. Não, não é este "falando" que vemos aqui, mas o falando em salmos, recitando salmos, enaltecendo as promessas do Senhor. Os Salmos falam das realizações de Deus na vida dos homens, e da confiança destes nas ações Divinas em seu favor, trazendo alento em momentos adversos que se nos acontecem. Mas é preciso falar mais, falar em hinos e cânticos espirituais, composições de cunho cristão, inspiradas, que realçam verdades bíblicas e promessas Divinas. Mas não deve ser um falar, como nos é muito peculiar, crítico, no sentido de dar puxões de orelha no outro irmão. O falar deve ser no intuito de adorar Deus, de glorificar o nome do Senhor Jesus. Ação que leva ao próximo ponto. Cantar e salmodiar ao Senhor no coração. Falar em salmos e hinos e cânticos uns com os outros, mas, adorando a Deus no coração. Se esse ponto for observado não vai ser difícil cumprir o próximo: "dar sempre graças por tudo". Uma das coisas mais difíceis da nossa natureza é reconhecer a soberania de Deus sobre todas as coisas. Dar graças por todas as coisas é aceitar as condições que se nos são impostas em qualquer momento, mesmo que não seja para nós agradável. Dentro deste ponto ainda há outro de grande importância, reconhecer a intercessão única de Jesus Cristo, junto a Deus Pai. Por último, está outro ponto difícil, "Sujeitando-vos uns aos outros", a humildade de reconhecer o outro mais importante que o eu, dar valor, à semelhança de Cristo, às outras pessoas mais do que a nós mesmos.
Como podemos ver é uma formula simples, bem clara, fácil de seguir, e talvez por isto tão questionável entre nós. Por vezes pensamos - não pode ser tão simples, tem de haver algo mais complexo, é muito óbvio. E então busca-se coisas espetaculares para se encher do Espírito, e entra-se então na insaciabilidade espiritual , assunto do qual vamos falar noutra ocasião. Para que a ação de Deus se manifeste é preciso que estejamos dispostos a que Ele nos use, e, somente cheios do Espírito vamos ser usados para glorificar Seu nome. O Espírito Santo precisa do nosso corpo, Seu templo para atuação e para manifestação de Deus ao mundo. Sem o homem não completar-se-ia a divindade, e fatalmente o caos se instalaria e o mundo deixaria de existir. Portanto, Deus Pai e Jesus Cristo precisam de nós para que se complete, com a ação do Espírito Santo, o plano Divino para o mundo.

Formas de Adoração

"Tributai ao Senhor a glória de seu nome; trazei presentes, e vinde perante ele; adorai ao Senhor na beleza da sua santidade". I Crônicas 16:29
Texto Base:Gênesis 4:1-7
E CONHECEU Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim, e disse: Alcancei do Senhor um homem. E deu à luz mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante. E o Senhor disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.


Depois da queda, o homem, mesmo afastado, e por ter obtido conhecimento profundo de Deus, procurava-o numa forma de redimir-se de sua desobediência. Havia um desejo de cultuar a Deus, intrínseco no coração de Adão, e que fora passado para seus filhos, não obstante vermos os cultos prestados por estes. Ambos apresentaram-se ao Senhor para o adorar, sua adoração era expressa na forma de oferta daquilo que recebiam, ou daquilo no qual trabalhavam e do qual viviam. Abel trouxera um animal dos que cuidava, e Caim frutos e cereais daquilo que plantava, o intuito deveria ser o de reconhecer a soberania de Deus em primeiro lugar, reconhecer que aquilo que possuíam só era possível porque Deus permitia. Também havia a intenção de remissão dos pecados que por certo, depois da queda, era uma constante dentre eles, e que eles reconheciam. Outra intenção era a de pedir ao Senhor continuasse abençoando no seu trabalho para que se mantivessem no ano posterior. Na sequência desses atos desenrolou-se algo dramático que culminou com o primeiro homicídio a que se tem notícia, e que hoje nos é tão banalizado no dia a dia. Claramente Deus aceitou a oferta de Abel, mas, a de Caim fora sumariamente recusada. O que teria acontecido? Qual a avaliação da parte de Deus que o levou a aceitar uma e rejeitar a outra?
Ao longo dos tempos muitas são as respostas que se dão para estas perguntas. A mais divulgada é que Deus conhece as intenções do coração, embora não esteja explícito, percebemos que no diálogo subsequente, Deus dá a entender que já conhecia a intenção mesquinha e interesseira de Caim, que já sabia do ciúme que havia em seu coração. A rejeição parece não ter sido no momento da oferta, mas já havia uma predisposição da parte de Deus para não aceitar aquela oferta, já que Caim demonstrava disposição mesquinha em seu coração. Qualquer ato de adoração ao Senhor deve ser com um coração puro, com intenção de alegrar a Deus e não a si próprio.
Outra resposta é o objeto de oferta não ser o correto. Deus não teria se agradado da oferta de Caim por não ser aquilo que Ele esperava, ou que aceitaria para cultuà-Lo. Esta resposta dá-se porque ao longo da história do povo de Deus os sacrifícios foram sempre com sangue, ainda que vejamos casos de oferta de manjares nos cultos prestados ao Senhor. Para aceitarmos esta teoria temos de aceitar que, então Caim não conhecia o suficiente de Deus, que não havia se dado conta, quer por negligência quer por desinteresse, que o Senhor requeresse um sacrifício de animais, ou de sangue como forma de adoração. Caim deveria ter obtido com seu irmão um animal que seria trocado ou comprado deste com os recursos que aquele tivesse adquirido. A adoração requer conhecimento de Deus para que façamos aquilo que Lhe agrada e não aquilo que nos é agradável.Aprendemos com estas teorias que, qualquer que seja a resposta que aceitemos para as perguntas que temos a respeito da forma como devemos adorar, a adoração ao Senhor requer antes de tudo um coração quebrantado, arrependido diante de dEle. Não podemos chegar a Deus com formas de adoração que agrade a nós, precisamos saber mais dEle para compreendermos qual a forma que Ele quer de nós para adorá-Lo, para cultuá-Lo.
Há formas de adoração que são muito agradáveis para nós como os cânticos de louvor, as expressões verbais de reconhecimento das obras do Senhor em nós, as mensagens de ânimo e das promessas de Deus em nosso favor, e muitas outras. Existem outras formas, no entanto, que não gostamos muito de reconhecer e que não nos são muito agradáveis como jejuar, mudar nossas atitudes de viver, ouvir a Palavra de Deus falando-nos dos nossos defeitos e problemas pessoais, sujeitarmo-nos uns aos outros no temor do Senhor, servir a Ele levando a mensagem de salvação aos outros, reconhecermos que somos pecadores e que precisamos da Sua misericórdia, aceitar a vontade de Deus cumprindo-se em nós, e tantas outras semelhantes, que também são formas de culto, também são formas de adoração. Cada vez que nos apresentamos a Deus de forma inadequada, estamos propensos a aniquilar nosso irmão, a cometer homicídio espiritual. Isto acontece quando impedimos alguém de se aproximar de Deus ou pior, quando levamos alguém a se afastar dEle.
Vamos conhecer mais de Deus para adorá-Lo na beleza da Sua Santidade.

Adoração

"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim O adorem". João 4:23


Genesis 1: 26-30
E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento. E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi.

O homem fora criado"para louvor da glória de Deus". Por todas as coisas criadas, e principalmente por causa do homem, o ápice da criação, Ele é adorado pelos seres celestiais. esta adoração move o Espírito de Deus, e, o homem tem necessidade de adorar, mas, para adorar a Deus é preciso estar à altura dEle.
A adoração a Deus requer transformação. O homem fora feito a partir do barro, transformado em alma vivente através do sopro divino.
A adoração a Deus requer conhecimento. Deus faz-se conhecer quando sopra Seu espírito para dentro do homem e relaciona-se com ele.
A adoração a Deus requer serviço. O homem a serviço de Deus quando é posto para cuidar do Jardim.
A adoração a Deus requer obediência. Deus estabelece normas para o homem, não tocar na árvore da ciência do bem e do mal.
A adoração a Deus requer renúncia. O homem precisava renunciar ao seu próprio eu, e não querer saber o que Deus sabe, mas, saber o que Ele quer que o homem saiba.
Do barro sem forma Deus fizera o homem à sua imagem e semelhança, temos o feitio Dele. Além disso, recebemos o Seu fôlego, Sua vida soprada para dentro de nós, permitindo que fossemos diferenciados dos restantes animais. Não somos animais racionais simplesmente, mas sim, criaturas especiais de Deus. Não apenas um passo à frente na evolução, mas uma forma de vida distinta, com o sopro do próprio criador. Para adorar a Deus é preciso deixar-se transformar, é necessário o arrependimento, o reconhecimento de nossos pecados diante de Deus, entregando-nos a Ele através de Jesus Cristo para que sejamos moldados e possamos receber Seu Espírito em nós.  Não bastava ser feito à imagem e semelhança de Deus, seria mais um animal, apenas um ser vivente. Ao receber o sopro de Deus o homem recebeu Seu conhecimento, Sua sabedoria, Sua capacidade de criar, de gerir o universo recém criado. Para adorar é preciso que nós conheçamos a Deus, não apenas ouçamos falar, mas aprender Dele, obter informações a Seu respeito, e, isso se faz pelo conhecimento da Palavra, do estudo e análise da Bíblia dia a dia. Com o conhecimento adequado de Deus o homem estava apto para cuidar do Jardim do Édem e de toda a criação, esta era a adoração que Ele esperava do homem. O serviço implicava em dar continuidade à obra Divina. Todas as coisas foram criadas, mas, precisavam ser catalogadas (dar nomes aos animais, plantas, seres), tratadas, cuidadas, este serviço deveria ser prazeroso, pois o homem é parte integrante e dinâmica da criação. Tudo fora feito em função deste e para este. O verdadeiro adorador deve apresentar-se sempre para servir. Adorar é servir, é dar continuidade a obra de Deus na face da terra. Sua obra prioritária é a Salvação.
Para cumprir o serviço o homem precisava seguir a orientação de Deus, deveria saber o que Ele queria que fosse feito, era necessário obedecer prontamente o que fosse determinado pelo Criador. Deus estabelecera ordem para o Jardim, todas as ordens eram positivas exceto uma, o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. O homem falhou no cumprimento das ordens, deixou-se enganar e a consequência foi desastrosa, teve de sair da presença de Deus, fora afastado do convívio, das beneficiências que Ele havia proporcionado ao homem. Tornou-se impossível a adoração face a face. A partir de agora as coisas tornar-se-iam mais difíceis, quer no relacionamento com Deus, quer consigo mesmo, quer com o próximo. Nada seria como antes, o homem ficaria totalmente dependente das misericórdias do Senhor. E foi isto que aconteceu, pela Sua misericórdia o homem não foi destruído, foi-lhe permitida uma chance de redenção. era preciso renunciar-se a si próprio para chegar-se a Deus novamente. A Bíblia não nos fala do arrependimento de Adão, mas pela forma que seus filhos ficaram a saber de Deus, e propuseram adorá-Lo, podemos concluir que assim foi. A adoração requer antes de tudo arrependimento, renúncia ao velho homem, aproximação sincera de Deus, tornar-se em ser espiritual. "Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade". Saber o que Deus quer é muito mais importante do que saber o que Ele sabe.
Para uma verdadeira adoração é preciso arrependimento permanente diante de Deus, é preciso ser transformado no que Ele quer que sejamos, é preciso conhecer o Criador, é preciso servir ao Senhor, é preciso obedecer Seus ensinos, enfim, é preciso renunciarmo-nos a nós mesmos, crermos em Jesus Cristo vivo, e enchermo-nos do sopro Divino, tornando-nos seres espirituais, seres cheios do Espírito.

Autenticidade Cristã - Crença

Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por Ele.  1ª Coríntios 8.6

O princípio básico do Cristianismo, como o próprio nome define, é a crença em Jesus Cristo. No entanto, crer, é algo um tanto subjetivo na conjugação popular, pois significa acreditar, ou ter como verdadeiro. Na verdade, a palavra tem um significado mais profundo que isto, como se pode ver na definição: Crer: Dar fé a; acreditar; Ter para si; julgar, Ter fé religiosa; Julgar-se; confiar-se. Portanto, posso acreditar que algo existe, mas isso não significa que faz alguma diferença para mim. Assim ao dizer que creio em algo estou dizendo que tenho como verdade e que confio nesta verdade. Em João 3. 16 está a chamada chave bíblica, a porta de entrada de toda a Palavra de Deus, "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". Este verso nos mostra que o crer é muito mais abrangente do que imaginamos. É preciso crer que estamos na condição de pecado, depois precisamos crer que existe um Deus que quer nos libertar, crer que Ele proporciona um meio para se chegar até nós, Jesus Cristo, crer que enviou Seu Filho até nós e crer que por Ele alcançamos a vida eterna. Enfim é um conjunto de coisas que vão para além de acreditar em Jesus Cristo ou em Deus. Para podermos crer temos de ser convencidos e, este convencimento vem pela Palavra de Deus e o Espírito Santo.
Bem, vimos então que temos que crer em Deus Pai, no Filho e no Espírito Santo, através das Escrituras. Parece um tanto complicado, mas não é, vamos aprender juntos o que significa isto.

Dissemos, anteriormente, que o cristão autêntico tem a seguinte crença: Na Triunidade Divina, formada pelo Pai, pelo Filho, Jesus Cristo, e pelo Espírito Santo, 1 João 5:7 _ Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um_ através da Bíblia, Palavra de Deus, única regra de fé e prática. Alguns chamam de Trindade, mas preferimos chamar de Triunidade e já vamos ver porque.
1º - Triunidade, o que quer dizer isto?

Embora seja uma doutrina fundamental do cristianismo não é um assunto muito tratado nas escolas bíblicas. A maioria prefere dizer que é um mistério e que será revelado a nós no momento oportuno. Eu não vou dizer que este é o momento oportuno, mas vamos tentar desvendar este mistério.
A Bíblia começa com o seguinte versículo, "No princípio criou Deus os céus e a terra". Ela também afirma que há um só Deus, o grande "Eu Sou". Bem, se assim, então por quê apresentamos aqui três pessoas? Para compreendermos mais precisamos ver que em João 1.1-3 diz, " No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se se fez." Também precisamos ver sobre o que Jesus nos fala a respeito do Espírito Santo, "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo". É aqui que nos são apresentadas as três pessoas as quais nos referimos. Parece que as coisas vão ficando confusas, não? Há um só Deus, mas no princípio estava lá mais alguém que foi ativo na criação? Há um só Deus, mas o batismo deve ser feito em nome de três pessoas?
Vamos ver Gênesis 1.1 como está no original, na língua em que foi escrito, em forma transliterada: 
berê'shiyth bârâ' 'elohiym 'êth hashâmayim ve'êth hâ'ârets. A palavra que está ali no meio, " 'elohim", é a palavra traduzida por Deus, para a nossa língua. Na verdade a terminação "im" em hebraico está no sentido de plural, não de conjunto, mas de coletivo. A tradução nunca deveria ser Deuses, mas Divindade seria mais corretamente traduzido. Um exemplo é quando dizemos "a direção da empresa tomou uma decisão", não foi o diretor, não foi uma pessoa, mas a coletividade de pessoas que atuou. Assim teríamos o verso 1 do capítulo 1 de Gênesis: "No princípio criou a Divindade, os Ceús e a Terra". Partindo, então, deste princípio vemos que um conjunto de pessoas atuou na criação do universo, da Terra e do homem. Eu costumo explicar, de uma forma prática, a Triunidade, ou Trindade, com o uso de um bouquet com cerca de duas dúzias de rosas mistas. Umas vermelhas, outras brancas e outras amarelas, imaginemos, teríamos um bouquet de rosas. Se separarmos estas rosas por cores, vamos ter três bouquets de rosas. Então, em qualquer dos casos teríamos sempre um bouquet.
As três pessoas compõe, então, o que chamamos de Deus Triuno, ou Trino. Cada qual com sua identidade própria, concordantes entre si. Em 1ª João 5.7 é nos dito, "Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um". Assim, concluímos que nã cremos em três deuses, mas em um só Deus, em uma só Divindade, formada por três pessoas distintas, que atuaram, atuam e atuarão em todo o universo, até a consumação dos séculos.

2º De onde vem a crença do autêntico cristão?
Cremos em Deus, em Jesus Cristo e no Espírito Santo através da Bíblia, que consideramos ser a Palavra de Deus. As escrituras foram reveladas por Deus para que Ele se nos desse a conhecer, conhecermos a nós mesmos e o Seu plano para conosco.  A Bíblia não é só um livro histórico, mas sim um compêndio de vida, de forma de viver. Ela nos foi dada como uma espécie de manual de sobrevivência. Nela está contida a fórmula para vivermos melhor, quer pelo que ensina, quer pelo que mostra de experiência de vidas que lemos. Ela não dá a conhecer somente o passado, mas também o presente e o futuro, e ao sabermos do futuro ela nos mostra como alcançar um futuro melhor para nós.
Muitos dizem que existem muitos erros na Bíblia, muitas contradições e por isso ela não merece crédito. Na verdade não há erros ou contradições, mas há interpretação errada do Seu conteúdo. A Bíblia não é um livro de leitura comum, Ela é viva, é eficaz e para assim o ser precisa ser lida de forma não convencional. O que quero dizer é que precisa de auxílio do Espírito Santo para que seja compreendida. Precisamos estar abraçados com Ele para que alcancemos o entendimento que Deus quer que tenhamos. Em João 14.26 Jesus nos fala, "
Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito." Ele nos ensinará, mas não é a partir do nada, é a partir da Palavra, das Escrituras que vamos aprender mais de Deus.
Concluindo, o cristão autêntico crê num Deus Triuno; o Pai, sustentador do universo, O Filho, o sustentador da Salvação, da Vida Eterna e o Espírito Santo, o sustentador da nossa vida, nosso conhecimento, através da Bíblia, a revelação da Divindade para ele. 



Autenticidade Cristã

Nos dias atuais é muito difícil identificar o verdadeiro cristão. Muitas são as opções e interpretações da Bíblia e, por isto, muitas igrejas surgiram com diversas crenças acrescentadas. À luz da Palavra um cristão autêntico tem de ter os seguintes requisitos como base doutrinária para se estar à altura do nome de Cristo.
Crença:
Na Triunidade Divina, formada pelo Pai, pelo Filho, Jesus Cristo, e pelo Espírito Santo, 1 João 5:7 _ Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um_ através da Bíblia, Palavra de Deus, única regra de fé e prática.
Forma de Culto:
Adoração e Contemplação da Triunidade Divina, que só se completa pela ação do Espírito Santo no adorador, com Cânticos, Hinos, Salmos, Orações, Súplicas, Ações de Graça e Observância da Palavra. Efésios 5: 17-21 _ Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito; Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração; Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo; Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus.
Missão:
. Adoração - Culto de contemplação ao único Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, através do Espírito Santo, I Crônicas 16:29 _ Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome; trazei presentes, e vinde perante ele; adorai ao Senhor vestidos de trajes santos.
. Evangelização - Levar as Boas Novas de Salvação pelo arrependimento dos pecados, Marcos 13:10 _ Mas importa que primeiro o evangelho seja pregado entre todas as nações;
. Comunhão - União dos crentes para conhecimento das verdades Divinas, Atos 2:42 _ E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações;
. Compaixão - Ação social ativa para com os necessitados. Hebreus 13:16 _ E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque com tais sacrifícios Deus se agrada.
Verdades:
A Triunidade Divina completa-se em nós, com a ação do Espírito Santo. João 17:21 _ Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.
Conhecer a vontade de Deus pelo estudo da Palavra. João 17:17 _ Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.
Deus requer adoração através do Espírito Santo em nós, João 4:23 _ Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
Adorar (do lat. adorare.) significa: V. t. d. 1. Render culto a (divindade). 2. Reverenciar, venerar: ... 3. Amar extremamente; idolatrar: ... 4. Fam. Gostar muitíssimo de; ter grande predileção a: ... 5. Cultuar, reverenciar, venerar. Int. 6. Prestar culto de adoração.


É isto que queremos propor a todos os que participam em nossos estudos bíblicos e aos que queiram nos acompanhar neste blog.