I Timóteo 2.3-6
O Deus Triúno, criou o homem à sua imagem é semelhança. Isto significa que o ser criado tem características semelhantes ao Criador, quer física quer em caráter. Deus tem conhecimento do bem e do mal, mas é essencialmente bom, não compactua com o mal e o abomina. Sem entrar no porquê, houve uma rebelião de uma de suas criaturas celestes que quis sair de Sua presença. Este ser precisa ser julgado e condenado, mas Deus, que poderia fazê-lo e, porque é justo, não o quis fazer sumariamente, para isso estabeleceu um plano. Não foi Deus que tornou ou fez tal criatura dotada de maldade, este escolheu deixar a habitação.
O homem, criatura magna de Deus, foi colocado na Terra para ser mediador do julgamento, como forma de provar que Seu inimigo estava equivocado e que sua rebelião merece o castigo. Ao homem, dotado de vontade própria, foi-lhe dada duas opções, obedecer ou não. A segunda opção foi a escolha, o homem tornou-se mal por sua própria decisão ao escolher desobedecer uma das regras do pacto entre ele e Deus. Deus não incitou nem encerrou o homem na maldade, este deixou-se seduzir e comeu do fruto da morte.
Deus quer relacionar-se com o homem, mas seu estado de maldade impede que Deus realize qualquer espécie de regeneração neste, a não ser que este o permita, e para isto Deus estabeleceu um novo pacto, uma Lei, regras para que o homem se voltasse para o centro de Sua vontade. Mas ainda restava outro detalhe, a morte, que precisava ser cumprida para que pudesse haver harmonia entre os dois, então, Deus em forma de homem vem para pagar este resgate e apresentasse como regenerador, restaurador do homem. Para ser restaurado o homem precisa aceitar este fato. Deus não reservou a salvação e regeneração para alguns, mas deliberou-a para toda humanidade. Só pode relacionar-se com o homem novamente depois deste o aceitar como remidor, ao recebê-lo, então Deus começa a regenerar o homem à medida que ele o permite.
Deus, o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, é antes de tudo amor, bondade, justiça, misericórdia, piedade e compaixão. Dizer que Deus elege alguns para salvação e outros para a condenação é estar falando de outro deus, e não do grande Eu Sou. É desfazer, fazer troça de seus atributos, é destituí-Lo de Sua onisciência, que o faz saber de meu passado, meu presente e meu futuro ao mesmo tempo. O que Deus mais deseja é que os corações voltem-se para Ele de forma voluntária e não forçosamente. Ele engendra os recursos, envia profetas, pregadores. Enviou Seu prórprio Filho, Ele cria situações para conquistar o coração daquele que foi criado para louvor da Sua glória. É aí que está Sua satisfação, receber adoração, louvor, honra e glórias de alguém que o faz de sua própria vontade. Uma vez alcançado este privilégio, uma vez experimentado o fruto da Árvore da Vida, uma vez comido do Pão da Vida torna-se de posse da vida eterna e ninguém a poderá tirar. Não é uma confisão fútil, uma decisão emocional que o o vai fazer, mas a entrega plena, concisa, que deixa Deus entrar, redimir, regenerar, dar vida eternal.