De pele e carne me vestiste, e de ossos e nervos me teceste. Vida e misericórdia me concedeste; e o teu cuidado guardou o meu espírito. Jó 10:11-12
Sendo você a imagem e semelhança de Deus imagine-se agora num pequeno gênesis. Você vai começar uma nova vida, vai deixar os seus pais e se casar. Os preparativos começam pela construção de uma casa. Num local, ainda sem forma e vazio, você começa a idealizar a casa, os pormenores, os filhos correndo, os espaços para um viver confortável.
Bem, para iniciar o projeto você precisa dos recursos financeiros, precisa adquirir, preparar e limitar o terreno, precisa de energia elétrica, de água e de alguns outros pormenores. Depois dos alicerces você começa a levantar as paredes, instalar as janelas, as portas, os pontos de luz e de água, os equipamentos. Depois vêem os acabamentos finais, a pintura, os jardins e calçadas, os lustres e por fim os móveis.
Deus, antes de tudo ser com é, projetou um lugar. Começou pelo universo todo e chegou a um pedaço de algo deformado, não se sabe bem porque este objeto ficou assim, mas Ele olhou para aquilo segurou em suas mãos e idealizou algo maravilhoso. Então a Terra começa a ser criada, para caprichar nos detalhes era preciso que houvesse luz, Ele providenciou a luz. Envolveu aquele pedaço de nada com um manto, que chamamos céu. Depois providenciou a água, elemento muito importante na construção. Na parte seca ela plantou um jardim, com muitas árvores e muitos frutos. Instalou os luminares e colocou sobre a terra, nos mares e nos céus, seres viventes para completar, nela, a sua beleza. Tudo havia ficado muito funcional. Mas para que estava sendo feito tudo isto?
Você se casou, tudo está muito bonito e muito bom, mas falta uma coisa importante, pois o que se vê é uma casa, porém o que se deseja é um lar. Você, então, vai viver nesta casa juntamente com seu cônjuge e assim transforma-a realmente num lar. A vida a dois está muito boa, mas vocês concluem que precisam completar esta união com a chegada de um filho. Começam assim, a preparar a chegada da criança. Um dos quartos da casa é escolhido para ser o que receberá o bebê e nele começa-se uma revolução. A decoração fica mais suave e delicada, os móveis mais apropriados, a iluminação mais amena. Enfim um pequeno mundo de conforto é criado para este ser que está sendo gerado.
Tudo estava muito bem organizado e bem estruturado naquele novo lugar que Deus havia feito. Mas ele havia feito tudo para que ali vivesse aquele que seria o máximo de Sua criação; o ser humano. Para isto ele começa a dar uns retoques finais. Um lugar especial foi preparado para a chegada da criação, que vira a ser á sua imagem e semelhança. O Éden foi especialmente concebido para o homem, preparado para ser o ambiente propício para sua evolução física, para sua evolução intelectual e para sua evolução espiritual. Todas as coisas no seu devido lugar, toda a segurança, todo o bem estar reunidos ali.
Chega, então o grande dia. O quarto do pequeno reizinho está devidamente asseado e cheiroso. O berço, a luz, todo o ambiente propício para o momento. Ali está a consagração do casal, o ser constituído do amor, da afeição, a imagem do casal refletida no pequeno ser. Um sonho concretizado que vai suscitando outros sonhos e visões do futuro do filho amado. Todas as coisas providenciadas para que ele venha a ser e fazer parte de um mundo melhor projetado pelos pais. Tudo tem sido providenciado para o desenvolvimento da criança. A alimentação, a proteção, a vestimenta, até os detalhes de segurança na casa são pensados. As escadas devidamente protegidas, as tomadas e outros aparelhos com proteção devida para evitar que este pequeno ser sofra.
O clímax da criação aproxima-se. Delicadamente o Senhor cria o homem, dá as suas definições, afina os pormenores. Como se olhasse num espelho ele detalha o corpo daquele ser, dando características Suas a ele. Depois de devidamente retocado e definido chega o momento máximo. O lugar para receber o homem já estava completo e repleto das regalias que lhe seriam oferecidas. Todos os outros seres viventes aguardavam o momento. Os anjos,, as primeiras criaturas divinas, a postos suspiravam para ver o grande acontecimento. Um sopro sai da boca de Deus, suave, sereno, entra pelas narinas devidamente preparadas e chega aos pulmões. O sopro penetra no sangue que percorre o corpo pelas veias criadas para tal e chega ao cérebro. Um momento único se avizinha. Um ser cuidadosamente preparado começa a mover-se da inércia. Abrem-se-lhe os olhos, um suave sorriso, um mover das mãos, um mover das pernas e, então, levanta-se, talvez comece a saltar, correr. Uma alegria profunda invade o coração do Criador ao ver seu reflexo nesta vida que agora surge.
Enquanto isto em sua casa é rápido o desenvolvimento. O menino já anda, fala e descobre as suas possibilidades e limites. Agora já é preciso que ele tenha os ensinamentos necessários para que desenvolva-se de maneira saudável e segura. Algumas regras são estabelecidas, alguns "nãos" precisam ser ditos, alguma orientação precisa ser passada. Já crescido, bem desenvolvido e instruído ele começa a ter decisões próprias, quer orientar-se por si mesmo. Já não aceita passivamente o seu comando, já tem opinião formada sobre muita coisa e seu domínio sobre ele vai se perdendo. Já maduro ele toma seu rumo, faz suas escolhas, mas você sabe que ele precisa ainda de sua proteção e orientação e continua tomando providências em seu favor, preocupa-se sempre com ele, mesmo já sendo adulto, casado e com filhos.
A harmonia entre o Criador e seu ser criado mantém-se. Dia após dia o Pai ensina seu filho tudo sobre o mundo que Ele criou, sobre a vida, sobre o futuro. Obedientemente e com entusiasmo o homem recebe e assimila as instruções, vive de maneira intensa a sua vida, cuida de firmemente de tudo quanto tem em suas mãos. Orientado pelo Pai ele preserva o local com sensatez e com segurança, fazendo com as coisas funcionem de forma precisa e natural. Deus vai providenciando a cada dia tudo quanto seu filho precisa. Tudo corre muito bem.
Veja bem, até determinada altura da vida você conseguiu impor e determinar algumas de suas vontades sobre seu filho, mas desde aquele momento que ele começa a ter poder de decisão você não mais pode controlá-lo, senão, orientá-lo. O destino de seu filho não está em suas mãos. Você não tem como decidir por ele, você não pode fazer com que ele seja aquilo que você quer ele seja. Não existe um cordel ligado a ele para determinar suas decisões. Cabe orientá-lo, cabe a você providenciar para que os caminhos escolhidos por ele levem-no a chegar aos objetivos que ele tem. A sua orientação pode e deve ser de maneira que ele possa concluir e realizar aquilo que é o melhor para a vida dele. Mas parece que as coisas já não funcionam. As provisões de sua parte continuam, mas seu filho quer seguir por caminhos que não condizem com aquilo que você trilhou e nem pelos que você idealizou para a vida dele. Ele começa a contrariar as suas orientações. Já não quer ter a sua presença junto dele, já o evita e por vezes acusa-o de algumas coisas que lhe não vão bem. Afasta-se de você de tal maneira que impossibilita o diálogo. Você envia pessoas para lhe fazer ver que precisa voltar-se para aquilo que você o orientou.
Uma certa manhã Deus procura por seu filho em seu ambiente, mas não o encontra. Chama-o, mas não há resposta. Ele insiste e acaba por o encontrar. Aqueles momentos alegres que passavam juntos está rompido. O homem decide seguir seu caminho, deixa de ouvir as orientações de Seu Criador. Resolve viver por sua própria conta e risco. Mesmo à distância o Pai mantém a sua palavra de prover as necessidades dele. Deus não pode influenciar diretamente em suas decisões, não pode e não quer destinar nada ao ser que é feito segundo a Sua imagem. O Pai quer ter seu filho ao Seu lado novamente e procura meios para o fazer. Envia mensageiros para tal, envia auxílio, anjos e provisões. Avisa-o que suas decisões erradas o conduzirão fatalmente à separação definitiva, mas Ele não deseja tal coisa, quer aproximar-se e faz todo o possível para isto.
Deus é Criador e Pai dedicado, Ele nunca seria responsável pelas ações do homem, nunca induziria este ao erro, pelo contrário quer, deseja, como Pai que este filho se volte para Ele, que tenha uma vida abundante, repleta e completa.
Há uma ideia formulada de um Deus controlador, um Deus que destina o homem aos acontecimentos. Pense bem: Seria possível um pai amoroso destinar, obrigar seu filho a andar e viver conforme aquilo que ele pensa e quer? É algo impensável, não é? Todas as nossas decisões são fruto do nosso desejo. Desde aquele instante no Éden, quando o homem decidiu seguir seu caminho é e será assim, seguirá seu caminho, tomará suas decisões e será influenciado por elas.
Deus é o Jeová-Jireh, Senhor da provisão. Ele tem providenciado meios e formas para que o homem tenha o melhor para si. Mesmo depois da desobediência Ele continua a ser o Pai provedor. Tentou de todas as formas que o homem se voltasse para Ele. Reiniciou Sua criação em Noé, depois em Abraão e por fim em Seu Filho, induzindo este à morte, como resgate providencial de Sua parte. Não há meio de se livrar do pecado a não ser através da morte. Assim, para que não fosse destruída toda Sua criação, Ele enviou Seu próprio Filho para cumprir este requisito. É a providência maior de sua parte para ter Seus filhos resgatados para Si.
Deus é o Jeová-Jireh, Senhor da provisão. Ele tem providenciado meios e formas para que o homem tenha o melhor para si. Mesmo depois da desobediência Ele continua a ser o Pai provedor. Tentou de todas as formas que o homem se voltasse para Ele. Reiniciou Sua criação em Noé, depois em Abraão e por fim em Seu Filho, induzindo este à morte, como resgate providencial de Sua parte. Não há meio de se livrar do pecado a não ser através da morte. Assim, para que não fosse destruída toda Sua criação, Ele enviou Seu próprio Filho para cumprir este requisito. É a providência maior de sua parte para ter Seus filhos resgatados para Si.