“Em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens, como o lavar dos jarros e dos copos, e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas. E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição.” Marcos 7:7-9
A Palavra de Deus nos fala de um momento na história em que Ele confundiu a língua das pessoas para que esta pudessem, então, se espalharem pelo mundo. Depois Ele separou um povo para que pudesse, através deste, se fazer conhecer. Este povo são os filhos de Judá, o povo hebreu. Foi no meio deste povo que Deus se revelou e nele, inspirando homens, estabeleceu a Sua Palavra. Ora então só este povo seria o povo de Deus? E a promessa feita a Abraão de abençoar a todas as nações do mundo? Deus tem o desejo de que todos os homens se salvem, mas teriam os demais povos que aprender o hebraico para poderem saber de Deus? Ele recrutou homens no meio daquele povo para escrever aquilo que precisavam saber a respeito de Si. Estes foram inspirados pelo espírito de Deus a escreveram conforme Ele desejava que fosse. Não seria este mesmo Espírito capaz de inspirar outros homens, ao longo da história para, para traduzir a Sua Palavra e cumpri-la?
Foi pela vontade de Deus que surgiu um povo que falasse a língua portuguesa. Ora para que Ele pudesse mostrar-Se a este povo é óbvio que precisava ser nesta língua. Assim Ele, no momento oportuno, inspirou João Ferreira de Almeida para o fazer, para que Ela pudesse estar acessível a todos, até ao mais símplices dos homens. O mesmo Deus que inspirou homens no passado, para preservar os Seus Estatutos, inspirou Gutemberg para imprimir e inspirou outros homens para preservar Sua Palavra aos outros povos também. Mas será que Deus a traria para a nossa língua com alguma coisa faltando em relação à Sua Palavra original? De maneira nenhuma. Os homens, ao longo dos tempos, têm tentado contrariar as Escrituras, adaptando-a ao seu belprazer. Isto aconteceu nos tempos mais remotos do povo de Deus e acontece nos nossos dias.
Depois de algumas tentativas, inclusive por imposição de reis, D. Dinis, D. João I e D.Leonor surgiram algumas traduções para o português, mas nenhuma completa e sempre a partir de outras línguas que não a original. A partir de 1547 a inquisição proibiu definitivamente qualquer tradução e não só, também proibiu que as pessoas pudessem ter consigo a Palavra de Deus. João Ferreira de Almeida foi o primeiro a traduzir, por volta de 1690, a Bíblia a partir dos originais em Grego e Hebraico, do chamado Textus Receptus. O padre Antonio Pereira de Figueiredo traduziu, por volta de 1820 a Bíblia a partir da Vulgata, textos em Latim, com os livros chamados deuterocanônicos. Depois disto surgiram versões variantes de outras línguas e miscigenadas entre a Almeida e a Figueiredo, como ficaram conhecidas as traduções.
Hoje temos muitas versões em português, algo que poderia ser considerado bom, mas não é. As versões alteram significativamente o texto original, quer na troca das palavras quer por supressão de trechos inteiros. Numa tentativa de unificar a Bíblia surgiram versões adaptadas, feitas para agradar as mais diversas confições. Sabemos nós que para se agradar a todos é preciso esconder algumas coisas que, certamente, contradizem uma ou outra doutrina das mais diversas confições cristãs. As versões mais utilizadas são: Almeida Revista e Atualizada (com aprovação da CNBB); A Nova Versão Internacional (NVI); A Interconfessional em Português Corrente (IPC); As Edições Paulinas (EP); a Bíblia na Linguagem de Hoje (BNLH); a Tradução Novo Mundo, das Testemunhas de Jeová (TNM) e algumas paráfrases como O Livro e A Bíblia Viva.
Deus prometeu preservar a Sua Palavra, mas, com certeza, não aprova adaptações que vão alterar Seus Preceitos e confundir aqueles que buscam conhecê-lO. Deus não é deus de confusão, Ele nunca deixaria que ficássemos confundidos naquilo que Ele deseja que tenhamos de melhor, vindo de Sua parte.