Arrependimento

"O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é vida eterna". Rom. 6.23


Romanos 3: 23-26:
"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a Sua justiça pela remissão dos pecados antes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da Sua justiça neste tempo presente, para que Ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus."


Morte (latim mors, mortis). s.f.; Ato de morrer; Fim da vida; Destruição; Causa de ruína; Termo; Fim.

Há uma expressão bastante conhecida e utilizada pelo menos uma vez na vida por quase todas as pessoas: "a única certeza que temos na vida é a morte". Nós pensamos que temos solução para todas as coisas, e também dizemos: Só não há jeito para a morte". E, é mesmo verdade a primeira afirmativa, porém a segunda não o é. Deus disse a Adão, no Édem, "do fruto da árvore da ciência do bem o e do mal não comereis, porque certamente morrerás". Os relatos bíblicos indicam que Adão viveu quase mil anos, então haveria Deus dado informação errada a Ele? Quando Deus alertou Adão sobre uma eventual morte ele falava antes de tudo da morte espiritual, mas também falava da morte física, não era a morte imediata no momento em que toma do fruto, mas uma vida finita. É certo que Deus fizera o homem para uma vida eterna, uma vida para sempre. Ele não impôs esta vida, mas deu liberdade de escolha para o homem. Duas eram as árvores colocadas no meio do jardim, a da vida e a da ciência do bem e do mal. O homem fizera a escolha errada, falhou o alvo, termo mais aproximado para explicar a palavra pecado. Ao escolher errado promulgou sua sentença: a morte.
No texto que lemos a primeira palavra que nos salta aos olhos é "todos". O texto não diz "porque os alguns pecaram", diz todos pecaram, isto inclui a mim e a você, inclui o mais velho e a criança mais tenra, inclui os homens e as mulheres, inclui-nos a todos sem distinção. Mas, como o Apóstolo Paulo pôde afirmar com tanta veemência isto que diz? De onde tirou ele esta certeza?. Primeiramente, como Apóstolo, recebeu diretamente da parte de Jesus Cristo, depois por confrontar-se com a realidade, conforme a expressão que já citamos, de que todos temos a morte como certa, não há como escapar a ela, a morte física. Mas há uma morte ainda mais terrível prevista para o ser humano, a morte eterna, a morte espiritual. A boa notícia é que para esta há jeito, há solução, é possível livrarmo-nos dela. E a notícia ainda melhor é que ela é possível para todos, mais uma vez a palavra "todos", como no outro caso não é para alguns, mas para todos. Entretanto, existe um "mas", um "porém". Apesar de ser gratuito, ser dádiva de Deus, mais uma vez é colocado diante do ser humano a liberdade de escolha. De um lado a árvore do morte (pecado), e do outro a árvore da vida (Jesus). Existe a possibilidade de sermos justificados diante de Deus, através da Sua graça, pela fé no sangue derramado por Jesus. As misericórdias do Senhor não permitiram que fôssemos por Ele destruídos de uma vez, mas sim, fôssemos só "destituídos da Sua glória". É a Sua graça que nos permite sermos restituídos da glória. Aqui fica bem distinto o que é misericórdia e o que é graça: misericórdia é não recebermos o que merecemos (a separação eterna); e graça é recebermos o que não merecemos (a vida eterna).
O Criador quer reestabelecer a glória com sua criatura máxima. Ele chama-nos ao arrependimento dos pecados, o reconhecimento de que, ainda que sejamos as pessoas mais corretas do mundo, somos pecadores por herança, e por isso estamos condenados à morte. Este arrependimento está vinculado a aceitação de Jesus Cristo como aquele que derramou o sangue para remissão, não basta reconhecer-se pecador, mas aceitar a remissão do pecado em Jesus Cristo, pela Palavra de Deus, que nos diz "Ainda que os vossos pecados sejam vermelhos como a escarlata, tornar-se-ão brancos como a lã".