Tiago 1.22
Mateus 7:24-29
Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha. E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu; e grande foi a sua queda. Ao concluir Jesus este discurso, as multidões se maravilhavam da sua doutrina; porque as ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.
OUVIR: verbo trans/intrans: escutar; ter atenção; perceber.
Estamos sempre ouvindo alguém ou algum som, mesmo enquanto dormimos. Os sons nos chegam em todo o instante aos ouvidos e penetram nossa mente, despertando-nos para alguma reação. É certo que não podemos reter ou perceber tudo o que ouvimos, mas a cada segundo que passa algo nos chama a atenção. Os sons podem nos alertar, fazer-nos relaxar ou dormir, acalmar-nos ou irritar-nos, agirmos ou ficarmos atônitos. enfim vão provocar em nós alguma reação. Podemos ouvir algo e atentarmos para tal, ou apenas ignorar.
Jesus estava dando instruções preciosas aos seus discípulos, que o ouviam atentamente naquele discurso, o qual chamamos o Sermão do Monte, e, ao concluir suas palavras, Ele chama a atenção para o detalhe mais importante de todo o seu ensino, quer neste sermão, quer nos demais: Ouvir as palavras e praticar o que se ouviu. É muito comum nós ouvirmos instruções e não atentarmo-nos para elas, e um dos fatores é que não temos no interlocutor alguém que realmente acreditamos ou respeitamos. Para ouvirmos e praticarmos algo que nos é instruído a fazer, precisamos, antes de tudo, reconhecer a autoridade daquele que ensina. Damos ouvido ao que nos dizem nossos pais enquanto reconhecemos neles a autoridade sobre nós. O que quase sempre acontece é que a determinada altura de nossas vidas (na juventude é mais comum) deixamos de reconhecer tal autoridade e então passamos a fazer as coisas de acordo com nossa vontade, e quase sempre nos damos mal. Noutra ocasião Jesus conta uma história para ilustrar o que é dar ouvidos é o que não o é (Mateus 21:28-32). Um pai dá ordem a dois filhos para que realizem uma tarefa, os dois ouvem o pai, e um deles responde: Sim vou fazer, e vai-se e não faz, o outro retruca e diz que não faz e indo realiza a tarefa, então Jesus pergunta: qual deles fez a vontade do pai? A parte anterior ao texto que lemos fala de pessoas que disseram: Senhor em teu nome fizemos...Ele fala de pessoas que disseram que fariam a vontade de Deus mas não fizeram, que cumpririam Seu propósito mas não cumpriram, ou seja, dizem que fazem mas nada fazem. Reconhecer a autoridade não é chamar alguém de Senhor ou outro título qualquer, é cumprir aquilo o que foi determinado que se fizesse. Ao cumprir os ensinos de Jesus constroe-se a vida sobre base sólida, uma vida estruturada quer para este mundo quer para o vindouro.
O sermão do monte não era somente para aquele tempo, é para o tempo presente, é para ser cumprido hoje por todo aquele que reconhece a autoridade de Jesus como um rei que vive e reina em sua vida. Não basta portarmo-nos como subservientes e gritarmos Senhor! Senhor! É preciso praticar os ensinos, viver a vida que Ele deseja que vivamos para assim sermos cumpridores e não somente ouvintes.