Comer ou não comer? Eis a Questão

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu único filho, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" João 3.16


Uma pessoa se aproxima de você e pergunta se você conhece, num cruzamento, qual dos dois caminhos leva até à praia. Você, morador do lugar, indica o caminho correto e diz-lhe o da direita. Explica-lhe que após cerca de 35 km deve voltar à esquerda e depois de passar por um vilarejo volta para a direita. Mais 20 km e já avista o mar. Você pode, em sua mente visualizar o caminho todo, pois você já o trilhou várias vezes, conhece cada trecho, cada sinalização. Ele pode visualizar na dele, mas os detalhes são desconhecidos. Ao seguir suas indicações ele certamente chegará à praia em menos de uma hora e desfrutará de seu dia ali. 
Pergunto: você predestinou o indivíduo e sua família a alcançar seu destino ou não? Dos vários significados da palavra, eu prefiro o de sua própria construção, ou seja, pre destinar, destinar de antemão. No caso de nosso veranista você pre destinou-o a chegar à praia. 
Por outro lado ele pode tomar outro caminho por conta própria, ou seja, eleger outro trajeto. Pode ser que chegue ao destino depois de penar um pouco, pode ser que não. Então temos, que se ele consentir em seguir seu conselho ele estará predestinado a chegar sossegado à praia. Se ele tomar outro caminho ele estará predestinado a não chegar ao destino, ou atrasar-se bastante. De qualquer forma você sabe de antemão o seu destino, qualquer que seja sua escolha.
É desta forma que entendo o plano de Deus: Ele criou o homem e mostrou dois caminhos; comer ou não da árvore, permanecer vivo ou morrer, predestinou, ou seja, como Onisciente que é, mostrou dois destinos, conhece até ao fim ambos os caminhos. Ao perceber que o homem escolheu o caminho errado, como Pai que é, correu o caminho da morte e continuou alertando o homem afim de mudar a sua rota. Usou Noé, usou Abraão, usou os profetas e todos os recursos para dissuadir sua obra prima de sucumbir.  Estes homens tiveram livre arbítrio para fazer parte no plano. Quando escolheram fazer parte, então, passaram a  ser guiados por Deus. Entraram no veículo de Deus e agora não mais podiam sair, o veículo só tem abertura por fora, por dentro não há. Como se nosso viajante perdido lá do início tivesse você ao volante para leva-lo então ao lugar que queria. Mais adiante Ele usou de seu último recurso, enviou o Seu Filho para cumprir o destino que ao homem estava reservado. O homem continuou com a possibilidade de escolher. 
Imagine que João 3.16 é um bilhete premiado. Você e todos os que estão ao seu redor foram pre escolhidos. Esse bilhete dá-lhe o direito de embarcar num avião para um destino paradisíaco e, além de tudo pago, ainda diz no bilhete: Todos as suas dívidas com banco, com impostos e outras que tiver, por favor,  apresente no portão de embarque e ficará tudo pago, até o final de seus dias. Você se perguntaria: O que preciso fazer para usufruir de tudo isto? No bilhete está a resposta: Para obter todas estas vantagens, faça suas malas e esteja na hora marcada (3:16) no portão de embarque da empresa aérea, mas lembre-se ao embarcar não há mais volta. O bilhete é extensível a todos os seus circunstantes. 
Por Deus amou todos os homens, sua criação máxima, que ofereceu seu próprio Filho como pagamento pelas dívidas todas deste. E não só, ainda se oferece para adotá-lo para que venha ser Seu filho com todos os direitos. Como receber este prêmio? Basta simplesmente aceitá-lo de bom grado.
Predestinados, primeiro por Deus que ofereceu os dois destinos, que Ele bem conhecia, e depois pela escolha do primeiro homem e que seria também nossa escolha, se lá estivéssemos, o nosso destino é a morte física e espiritual, a consequência imediata do pecado. A primeira é inevitável, é a prova cabal de que herdamos o pecado. A Segunda, porém, pode ser mudada, e só pode porque alguém já cumpriu este destino por nós, este alguém é Jesus Cristo.  É de nossa vontade, é passível de escolha, assim como, no Edem, Adão teve escolha, nós agora também temos. Uma nova árvore nos é oferecida e cabe a nós, que temos vontade, pois fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, escolher qual o destino que nossa vida terá, e da mesma forma que a Adão, e sua mulher, foi imputado a morte, depois de comerem do fruto, nós, uma vez que provarmos do fruto desta nova árvore, teremos imputado sobre nós a vida e ninguém mais vai poder tirar A vida abundante  é direito adquirido, mas depende de nós, de nossa escolha. O Pão da Vida, comer ou não comer? Eis a questão.

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